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Segunda-Feira - AM

Depois de um fim de semana com a quase a vida toda cancelada (porque esperar 5 dias pra sair na sexta/sábado e no fim das contas acabar em casa com garganta inflamada e tomando injeção, definitivamente não é vida - ok, só tô dramatizando), vários filmes assistidos e uma perna dolorida, volto à vida real das minhas fatídicas segundas-feiras corporativas.

E só queria deixar registrado aqui minha preguiça.

Sem tempo pra sentir dor

Ninguém nunca disse que seria fácil levar a vida e seus exóticos penduricalhos como normalmente se leva.
Mas ainda assim a tentativa de encontrar o jeito mais fácil pra aliviar o peso continua. Os dias vão passando sem que ao menos haja tempo pra pensar nos próprios problemas e questões pessoais.

Cansaço físico e mental, estruturas pessoais um pouco rachadas e um pouco de "ferrugem" em tudo. Mas tudo ainda está aqui com as mesmas perguntas e com a mesma ausência das respostas, e as pessoas tentando correr o risco de chegar amanhã, por mais que não se tenha em mãos um passo-a-passo, além das nossas teorias com base em estudos e no presente que vira passado.

Em momentos isolados e não frequentes dá a impressão de que nada existe e que tudo é uma ilusão. E talvez seja até bom andar com esse pensamento de forma moderada (rs!). Aquele tipo de coisa que não se conta pra ninguém, mas no fundo dá até pra abrir um sorriso tímido quando se está de pé no ônibus/metrô/trem/carro olhando pela janela indo ou voltando de uma faculdade ou de um trabalho. Tudo uma grande brincadeira. E eu e você aqui aproveitando o passeio...

É uma espécie de humor auto-depreciativo, como pensar em coisas que fazem parte da rotina e sejam elas boas ou não, dar uma risada interna, ou até mesmo rir de você mesmo e de coisas/pessoas ao redor. Talvez uma autoafirmação pra ter um pouco mais coragem, admito, mas sem preocupação porque a natureza é essa mesmo: Usar defesas tanto externas como internas. Pensar em tudo e sorrir de forma descompromissada. Pensar na faculdade, professores e trabalhos e mentalizar que são 4 anos de curso mas não são 10, pensar em pessoas que são contra alguma atitute da sua parte e imaginar que diante de tudo, você num sorriso contido e um aceno de mão sincero deseja um bom dia e uma boa vida...enfim, a vida com seus problemas ainda continua.

E o nosso senso de humor também.

Planos

Eu como um trabalhador normal em dias normais, como pessoas normais com uma vida normal, tenho plano de tirar férias. Férias que teoricamente seriam no fim desse ano, mas como não sou Laizamaria que gosta de torrar no sol da Bahia (aqui em SP eu particularmente chamo de Angola o auge do sol do meio dia no seus 32 graus) e prefiro passar esses dias no ar condicionado a ficar em casa ou passeando e passando calor, pretendo tirar minhas férias em Maio ou Junho de 2009.
Sim, frio, numa cidade do sul do país ou um interior daqui de SP com direito a acordar tarde, ver filmes jogado na cama, dormir de novo, comer muita besteira e dar volta no quarteirão com as mãos nos bolsos e aquela cara de "dane-se, estou de férias"...é isso o que eu quero. Nada de pc o dia todo, nada de jornais (que fazem parte do meu dia-a-dia corporativo), nada de preocupação com o dia seguinte, enfim...30 dias que eu pretendo simplesmente não fazer nada e fugir da loucura de SP.

Cheguei à conclusão que eu definitivamente não faço parte de algumas coisas, que talvez eu não goste tanto da cidade grande como eu achava que gostava (não, eu não vim do norte tentar a vida na cidade e nem vou virar "do mato" pra encontrar o meu nirvana)...gosto mais de um sossego, de um lugar mais calmo...

Claro, isso são planos, ainda tenho alguns meses pra que isso se concretize, pode tudo miar e eu no fim das contas passar férias na zâmbia, não conseguindo passar o tempo que eu gostaria deitado pelo tédio do sol e tudo no fim terminar em longas conversas com o João (o cachorro - depois coloco aqui foto dele).

Aliás, tudo dar errado é bem mais a minha cara \o/

Papéis em vias públicas

Acho que eu nunca vi tanta merda como nessas eleições. Se você andar pela Avenida Paulista toda e pegar todos os papéis que as pessoas entregam, você monta um mural de candidatos no velho estilo "freakshow"...é uma figura mais bizarra que a outra.
E toda essa gente "do bem" falando em conscientização política, de seriedade na votação e etc...não me sindo muito consciente ao votar quando eu sei que Marly Marley, por exemplo, concorre às eleições para o cargo de vereadora de SP.
Jogar papéis nas ruas ou em vias públicas é errado, e eu não faço isso, mas meu voto sempre termina lá. De forma direta e indireta.