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O movimento leve e ausente da rotina


Dias normais com seus detalhes, um igual ao outro, com a excessão de uma coisa ou outra relativa à vida corporativa (adoro essa palavra - mentira) e pessoas quase diferentes da Estação Brigadeiro até a estação Alto do Ipiranga.

Acho que até o pensamento é o mesmo. A vontade frustrada de descrever o movimento louco do cotidiano em fusão com a vida pessoal (adoro separar vida pessoal da corporativa - mentira de novo) ainda é permanente, e o mesmo vale para a vontade de não me ater tanto a esse tipo de pensamentos (sendo que o que o que é publicado aqui são sempre coisas do tipo), o que talvez seja um bom desafio sem perspectiva de vitória.

Sentindo as mesmas coisas, ouvindo as mesmas músicas, buscando os mesmos refúgios e tentando acreditar que eu sei me virar com ou sem você.

Aceitar o que é bom


Sem muito o que falar sobre a ausência, porque você sabe que é o de sempre. Preguiça, procrastinação e etc.

Inspiração? Muito menos. Mas eu vi um filme (Things We Lost in the Fire - Coisas Que Perdemos pelo Caminho) que é muito bom. Não vou descrevê-lo, mas pra se ter uma idéia do que se passa, são duas pessoas, uma mulher que perdeu o marido e um homem viciado em drogas e amigo do marido dessa mulher. Ambos bem diferentes, mas com a perda de alguém próximo em comum. O filme tem uma bela mensagem que você já deve ter ouvido por aí, mas nessa película ela soa no mínimo diferente, talvez pelo contexto da história, enfim.

É sobre "aceitar o que é bom"...isso mecheu comigo, que geralmente ando correndo desesperado por alguma coisa que eu ainda não sei. Tenho pessoas ótimas do meu lado, tenho coisas boas para ver. Mas a infeliz ganância de ver "além" é presente.

Pessoalmente é muito mais fácil não pensar em nada disso e continuar a impor aquilo que não é palpável, aquilo que nem existe. Mas é bem mais tranquilo quando você assume sua identidade - eu nem falo de coisas estranhas, me refiro a ações, pensamentos, personalidade, enfim - e tenta ser um pouco mais do que você pode ser.

Se diminuir um pouco, se adequar a algumas coisas, e principalmente aceitá-las, é o que eu tento fazer, aceitar o bom, aquilo que facilmente eu ignoro. Ser menos "isso o que eu sou" (como me recomendou uma amiga antes) e parar um pouco de correr, tentar caminhar e ver que não é porque está nublado que significa que vai chover.

Já diz o clichê que a vida é um aprendizado. Eu (em alguns momentos, a duras penas) estou aprendendo a ver e aceitar o que é bom, e espero que você também.

Ausente

Ei você, você consegue entender o que se passa por aqui? Nós estamos num dia difícil, e chegamos aqui, ao nosso fim. Só aqui a gente consegue entender a nossa situação real.
Nós queremos saber pra onde ir quando ficamos em dúvida. Já tentamos seguir nossa razão, até mesmo a nossa emoção que tanto ocultamos, mas não foi nada confiável.
Você pode nos mostrar uma solução? Você pode falar que o erro não é nosso e que não somos orgulhosos pra admitir isso? Você pode nos fazer acreditar que a nossa situação aqui não é desesperadora e que estamos bem sozinhos?
Nós não temos interesse em você, mas queremos admitir que você está enxergando isso, independente de estar ou não.

Andando em círculos, nós só conseguimos ver uma reta. Isso tudo de fato é passageiro? Nós queremos respostas, não desafios. Somos mesmo tão egoístas? Isso tudo é um devaneio ou de fato você pode me ouvir?

Nós perdemos o controle, não sabemos o que fazer. Esperamos que você não apenas ouça, mas que nos ajude. Pelo menos.

Ah, assiste, vai.


Sobre a foto do post: Não pude deixar de homenagear Suzana Vieira, mesmo sabendo que eu deveria colocar algo sobre o BBB.

Bem, como a maioria dos blog por aí falam muito mal do Big Brother Brasil (não, aqui não vai rolar aquela mudança do nome original do programa pra rebaixá-lo mais), sobre a inutilidade que é sentar em frente à tv e ficar vendo aquele bando de merdas fazendo nada, ou outros blogs atualizam os sedentos espectadores que estão em busca de maiores informações dos "brothers", pensei em falar algo sobre isso. É claro que não de forma positiva, e muito menos negativa.

O programa não acrescenta nada, muito menos diminui a vida de qualquer um, mas os "animais precisam de carne", então, providênciaram (se você assiste, desculpe, não pude evitar o trocadilho). Acho legal incentivar você a ver o programa, só pra ir contra os chatos que descem a lenha, e vou enumerar isso, falando de toda a inteligência por trás dessa coisa toda. Sim, eu admiro toda a inteligência colocada nisso, então, aí vão 5 motivos pra você começar a ver o programa (afinal, ficar no orkut e no msn diariamente cansa, e eu precisava atualizar esse blog):

1 - INTELIGÊNCIA: O programa é uma merda, nós sabemos, mas vale lembrar que o mundo é dos espertos, logo, os espertos são os realizadores do programa, que sabem que a maioria burra do Brasil quer ver mesmo é uma boa baixaria (e a Playboy precisa de candidatas pra capa), logo, Big Brother neles. Dá até pra você se sentir bem sabendo disso, aumenta sua confiança em si mesmo, mostrando que você sabe que essa droga de programa é na verdade pra gente ignorante. E v0cê acompanha tudo.

2 - BURRICE: O que foi escrito aqui em cima já não funciona mais na televisão brasileira, vide as novelas da grande porte da rede de TV que todos conhecem, estão apelando pra estereótipos de crentes, homossexuais, pobres e no alongamento do cabelo da Suzana Vieira, deixando-a assim com aparência de travesti. O Big Brother tá na mesma, daqueles programas que dá muita vontade de assistir pra vermos a decadência da emissora e o grande apelo de porte "barracal", sexual e pseudo-moral, 1 hora (ou seja lá o tempo que for de exibição) de pura risada, até o momento em que você se levanta da TV e fala "hora de dormir, isso é uma merda", e no dia seguinte reclama do programa no trabalho, mostrando assim que você odeia o programa, e deixando claro que você está por dentro de tudo, mas essa parte ninguém comenta com você.

3 - VÍCIO: Afinal, você tem que assistir alguma coisa na emissora do programa durante o horário do mesmo, porque é quase inconciente que você coloca no canal 5 (TV aberta) e vai acompanhando a programação depois da novela até a hora de dormir. E isso é como os conflitos no Oriente Médio, nunca vai acabar.

4 - ENTRETENIMENTO: Bundas, peitos, homossexuais, discussão, intrigas, sexo e afins, nunca é demais na TV, e quem nos proporciona isso? Big Brother Brasil. As palavras acima não dizem que eu sou contra essas coisas, mas cá entre nós, isso dá Ibope pra qualquer emissora e anima os cansados em frente ao sofá. Como eu disse no tópico 1, o Brasil quer baixaria, então, ligue a TV, porque Xuxa, Renato Aragão e as loiras apresentadoras de programas infantis não funcionam mais. Aliás, funcionam sim, adoro o vídeo da Xuxa, da música "Meu cãozinho Xuxo" ao contrário, acho bem mais digno que a versão original.

5 - ALGUM POBRE/IGNORANTE TEM QUE GANHAR O PROGRAMA: Por que do contrário, você não poderá se emocionar (siiiiiiiiim.........muita gente se emociona) quando aparece alguém tirando o pé da lama na TV, mostrando que veio de família humilde* e que com o dinheiro vai ajudar os pais e tentar a carreira de ator/atriz, cumprindo assim o sonho de uma vida toda. Exemplo de coisas que chamam atenção? Arquivo Confidencial de um porgrama por aí...esse Brasil parece gostar de "famosos" chorando ao ver o pai/mãe/vizinho deixando recados relembrando cenas de um passado pobre junto com mensagens de esperança, ânimo e elogios pro famoso em questão.

Espero que diante desses meus conselhos, você comece a ver o programa, porque vale a pena. Mentira, não vale não. Fique na frente do pc trocando as fotos do seu perfil do orkut a cada 2 dias e no msn, vale mais a pena.

*humildade não significa pobreza¬¬