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Papéis em vias públicas

Acho que eu nunca vi tanta merda como nessas eleições. Se você andar pela Avenida Paulista toda e pegar todos os papéis que as pessoas entregam, você monta um mural de candidatos no velho estilo "freakshow"...é uma figura mais bizarra que a outra.
E toda essa gente "do bem" falando em conscientização política, de seriedade na votação e etc...não me sindo muito consciente ao votar quando eu sei que Marly Marley, por exemplo, concorre às eleições para o cargo de vereadora de SP.
Jogar papéis nas ruas ou em vias públicas é errado, e eu não faço isso, mas meu voto sempre termina lá. De forma direta e indireta.

O movimento leve e ausente da rotina


Dias normais com seus detalhes, um igual ao outro, com a excessão de uma coisa ou outra relativa à vida corporativa (adoro essa palavra - mentira) e pessoas quase diferentes da Estação Brigadeiro até a estação Alto do Ipiranga.

Acho que até o pensamento é o mesmo. A vontade frustrada de descrever o movimento louco do cotidiano em fusão com a vida pessoal (adoro separar vida pessoal da corporativa - mentira de novo) ainda é permanente, e o mesmo vale para a vontade de não me ater tanto a esse tipo de pensamentos (sendo que o que o que é publicado aqui são sempre coisas do tipo), o que talvez seja um bom desafio sem perspectiva de vitória.

Sentindo as mesmas coisas, ouvindo as mesmas músicas, buscando os mesmos refúgios e tentando acreditar que eu sei me virar com ou sem você.

Aceitar o que é bom


Sem muito o que falar sobre a ausência, porque você sabe que é o de sempre. Preguiça, procrastinação e etc.

Inspiração? Muito menos. Mas eu vi um filme (Things We Lost in the Fire - Coisas Que Perdemos pelo Caminho) que é muito bom. Não vou descrevê-lo, mas pra se ter uma idéia do que se passa, são duas pessoas, uma mulher que perdeu o marido e um homem viciado em drogas e amigo do marido dessa mulher. Ambos bem diferentes, mas com a perda de alguém próximo em comum. O filme tem uma bela mensagem que você já deve ter ouvido por aí, mas nessa película ela soa no mínimo diferente, talvez pelo contexto da história, enfim.

É sobre "aceitar o que é bom"...isso mecheu comigo, que geralmente ando correndo desesperado por alguma coisa que eu ainda não sei. Tenho pessoas ótimas do meu lado, tenho coisas boas para ver. Mas a infeliz ganância de ver "além" é presente.

Pessoalmente é muito mais fácil não pensar em nada disso e continuar a impor aquilo que não é palpável, aquilo que nem existe. Mas é bem mais tranquilo quando você assume sua identidade - eu nem falo de coisas estranhas, me refiro a ações, pensamentos, personalidade, enfim - e tenta ser um pouco mais do que você pode ser.

Se diminuir um pouco, se adequar a algumas coisas, e principalmente aceitá-las, é o que eu tento fazer, aceitar o bom, aquilo que facilmente eu ignoro. Ser menos "isso o que eu sou" (como me recomendou uma amiga antes) e parar um pouco de correr, tentar caminhar e ver que não é porque está nublado que significa que vai chover.

Já diz o clichê que a vida é um aprendizado. Eu (em alguns momentos, a duras penas) estou aprendendo a ver e aceitar o que é bom, e espero que você também.

Ausente

Ei você, você consegue entender o que se passa por aqui? Nós estamos num dia difícil, e chegamos aqui, ao nosso fim. Só aqui a gente consegue entender a nossa situação real.
Nós queremos saber pra onde ir quando ficamos em dúvida. Já tentamos seguir nossa razão, até mesmo a nossa emoção que tanto ocultamos, mas não foi nada confiável.
Você pode nos mostrar uma solução? Você pode falar que o erro não é nosso e que não somos orgulhosos pra admitir isso? Você pode nos fazer acreditar que a nossa situação aqui não é desesperadora e que estamos bem sozinhos?
Nós não temos interesse em você, mas queremos admitir que você está enxergando isso, independente de estar ou não.

Andando em círculos, nós só conseguimos ver uma reta. Isso tudo de fato é passageiro? Nós queremos respostas, não desafios. Somos mesmo tão egoístas? Isso tudo é um devaneio ou de fato você pode me ouvir?

Nós perdemos o controle, não sabemos o que fazer. Esperamos que você não apenas ouça, mas que nos ajude. Pelo menos.