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Pois é...

E o natal chegando, mais um ano terminando, eu não acreditando...quando eu era pequeno, eu sempre achava que só as pessoas mais velhas falavam com aquele ar de sabedoria “como o tempo passa”, mas hoje me descobri falando isso, não com ar de sabedoria lógico, no máximo com um tom de reclamação, que aliás, é bem típico meu, somando com a minha (infelizmente tão inseparável) arrogância...ainda morro disso. Ou não.

Hoje pensei nas pessoas próximas, que de alguma forma gostam de mim, nos meus princípios, nas coisas que me cercam...se eu pudesse guardar todas essas lembranças, num lugar que eu não as esqueceria, seria bom...muito bom. Fico meio inconformado por esquecer de algumas coisas, de momentos, de pessoas que acabam impactando a minha vida de alguma forma...acho meio injusto...mesmo a vida sendo uma somatória desses momentos, infelizmente não posso salvar essas coisas nos “meus favoritos” ou mandar pro meu email e guardar lá...acho que o máximo que posso fazer é me dedicar da forma que eu posso, retribuir de forma espontânea, motivado pelo que realmente eu sinto. Mesmo assim eu queria guardar tudo num lugar seguro. Droga.

"Aqui, diante de mim, é minha alma
Eu estou aprendendo a viver
Eu não desistirei
Até que eu não mais desista..."
(Learning to live - Dream Theater)

Waiting for the light

(título: Esperando pela luz)
Existe uma guerra do outro lado do mundo que mata as pessoas, existe outra aqui, na minha mente, que me leva a fazer o que possivelmente ninguém acredita que eu possa fazer, ou simplesmente fazer nada. Existe outra em você, talvez envolva questões, trabalho, relacionamentos, finanças, ou nada, o que é um grande motivo. Tudo de forma (quase) indireta.
E é claro, eu e você somos vítimas, SEMPRE vítimas, não importa o que eles pensem ou falem, afinal, eles não estão aqui na nossa pele.

Ideologias, ideologias...religiões, sistemas, metodologias, fé, acreditar no que não se vê, ver o que não se acredita. Base.
Taí.
Numa lista (ridícula) que eu participo sem querer, uma mocinha simpática, com dinheiro e dada ao “neo-patriotismo” disse que religião e política são coisas que não se discutem. Ela disse isso depois de uma confusão, ocorrida quando ela enviou pra várias pessoas um email (pps) falando sobre o luxuoso avião que o Presidente reeleito usa.
Posso estar errado, mas religião e política anda matando muita gente ultimamente, isso já há algum tempo. Na verdade as pessoas se matam sozinhas, como se estivessem dispersas, sem um guia, sem uma razão, sem um porquê. Mas cada um cria seu “sistema” (lembrando que nada é um sistema, rs), que implica em Deus-sabe-lá-o-quê.Bem, existem algumas palavras que dão esperança.
1-Na próxima vida será tudo diferente.
2-No paraíso isso não existirá.
3-Esqueci.
4-Teria que dar uma pesquisada sobre.

Um lugar aparentemente utópico, um lugar físico ou de qualquer outra natureza, que me dá uma suposta paz.
Mas no mundo não há paz.
Religião, dizem que todos precisam de uma. “Mamãe mandou eu escolher essa daqui...”

“...mas como sou teimoso...”

Resumindo, tudo se resume aonde eu quero que se resuma, um resumo de aparência teórica e simples, com uma explicação totalmente complexa e sem nexo.Você tem seu resumo, é claro.
Eu resumo, Tu resumes, Ele resume. Ele quem? Eu, claro. Mentira, ELE.

Sobre a política, prefiro fazer esse favor a você, e não comentar nada.
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Melhorei da gripe! Sou uma pessoa “normal” de novo, estou bem feliz por algumas coisas que aconteceram nesses últimos dias e enfim...felicidade a todos (com motivos ou não)!
OBS: Usem a vesão 2.0 do Firefox (navegador), está ótima (opinião de quem adorava o Internet Explorer)!

Paracetamol e mais paracetamol...


Fiquei com uma gripe cretina por mais de 1 semana, tomando muito Naldecon e dormindo estranhamente mais de 12 horas por noite (sem falar as horas que eu dormi de dia). Agora estou melhor (ou quase), só tossindo um pouco.Ainda lendo, olhando pra parede sem pensamento ou motivo, e conversando com o João, meu amigo-cachorro.
Mas estou visitando os blogs, dando uma lida na vida do povo e nos últimos acontecimentos...

E por mais que pensem, não esqueci daqui não, mas me falta idéia sobre o quê falar (de novo?!), já que eu não curto falar sobre meu dia-a-dia, até porque seria mais ou menos o seguinte:

"Bem, hoje acordei (às 11:00), comi, olhei pro tempo e fiquei na internet, depois dormi."

Legal né?(hiper)

Acho que eu nasci no tempo errado...mas como um amigo disse, o que importa é rir das nossas próprias tragédias...

Aquela família


"Como somos uma espécie condenada, prisioneira num barco, como tudo é uma farsa de mau gosto, desempenhemos, afinal de contas, nosso papel; mitiguemos as penas dos nossos companheiros de prisão. Decoremos o calabouço com flores e almofadas; sejamos o mais corretos possível." Virginia Woolf – Mrs. Dolloway

Era como se tudo fosse um sonho, ou melhor, deveria ser um sonho, algo totalmente restrito a uma noite, a um suposto estado catatônico do subconsciente, mas não era, era um pensamento, vivenciado em plena luz do dia, banhado ao som de alguma música no mínimo desafiadora à própria existência, formando uma atmosfera viciosa de nostalgia, de saudade, de apego ao que é puro, em outras palavras, uma separação de si mesmo.
Foi um pensamento, algo provocado pela Virginia Woolf com suas palavras tão irônicas e tão insensíveis, talvez um pouco de suas crises depressivas e de sua visão tão crua da vida.
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Quanto a mim, eu me limito a viver por eles, ou pra eles, eles não sabem quem eu realmente sou, mas de qualquer jeito eu sou tudo o que eles tem, eu queria deitar nos seus braços e dizer o quanto estou cansada, entregar meus pensamentos frustrados através das minhas lágrimas na sua camisa passada. Eles são a melhor coisa que eu já tive, minhas preciosidades...um pedaço de mim mesclado com tudo aquilo que eu quis ser.
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Somos felizes, somos a parte não afetada desse imenso céu azul, temos aquilo que queremos em mente, corremos atrás do que nos interessa, vivemos à parte de tudo isso.
Porque nós temos que sentir uma culpa que não é nossa? Porque nós temos que chorar sem motivo à noite? Porque tudo volta pra esse céu azul?
Somos jovens e viveremos com nossas futuras famílias, e isso vai acabar, mas somos felizes, sim.
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Eu sempre cumpri meu papel, sempre fui o provedor, sempre me mostrei capaz de qualquer coisa, eles sabem que podem confiar em mim, continuo fazendo meu papel de mostrar que sou capaz e que posso, eles sabem disso. Procuro uma estabilidade que eu ainda não encontrei, procuro descansar minha mente em Seus braços, entregar, pelo menos verbalmente, minha vida no chamado paraíso...é tudo o que me restou.